11/12/2013


 
 

FESTA DOS 40 ANOS DE ENGENHARIA

 

 

 

Enquanto o sol,descia no horizonte embaçado da Baia de Todos os Santos, emoldurando o molhe do Unhao, a energia contagiante da festa elevava a undécima potência a animação dos colegas reunidos.

O evento de encontro dos engenheiros da UFBA, foi animado por flashes que divertiram a turma, fazendo voltar a memória, as brincadeiras, as piadas, os acontecimentos pitorescos que amenizavam a dureza dos anos de estudos e a dureza dos anos de chumbo,

As situações evocadas no teste de conhecimentos, o embalo das músicas do Canto de Rua, o simbólico resgate do caderno de Brechbuller, a presença do Professor Laranjeiras foram coroadas com o magnífico trabalho de garimpo musical de Waltinho Queiroz, símbolo da nossa querida Salvador, com um texto que arrancou algumas furtivas, outras declaradas lágrimas de emoções dos engenheiros, conhecidos de coração insensível.

Unanimidade entre os presentes, vale enaltecer a dedicação e o esforço do grupo organizador, que dedicou horas de seu precioso tempo para programar e organizar o evento que foi brilhante ao contrário do sol que minguava, por detrás do Unhao,

Sou grato e parabenizo ao grupo organizador e aos presentes, pelo prazer que me deram de compartilhar estes momentos alegres de lembranças da movimentada, divertida e dura época estudantil.

 

visualizem o link que ilustra o que a festa. https://plus.google.com/photos/108828725555788138821/albums/5955732276724862961?authkey=CMCa54LIjMGChQE

Categoria: COTIDIANO
Escrito por deoqueiroz às 20h43
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31/05/2013


 
 

BOATOS OU FALTA DE CREDIBILIDADE

Considero que foi atitude desrespeitosa para uma população necessitada e carente. Uma manobra ainda nebulosa da entidade pagadora, adiantando o pagamento do mês do Bolsa Familia, fez

com que o boato fosse disseminado pelas cidades e grotões do Brasil.

A própria presidente Dilma considerou desumano este incidente.

Um boato que afetou milhões de pessoas que precisam deste complemento da sua renda mensal, um boato que os fez sentir na iminência de perder a base do sustento da família.

Por outro lado, este episódio retrata a incrível dependência desta fonte de renda, de uma parcela considerável da população. População que foi alçada, para efeitos estatísticos e de propaganda,

como uma nova classe media emergente.

Os avanços sociais iniciados nos primórdios do Plano Real e desenvolvidos pelo atual governo prioriza a essência assistencialista e não promove o desenvolvimento que gera empregos e que

tanto o País necessita.

Voltada para ações pontuais, com desonerações tributárias para atender determinados segmentos, estas ações têm por finalidade promover a manutenção de empregos nas indústrias

beneficiadas. O governo cedeu à chantagem dos ditos capitães da indústria, patrocinadores de verbas de campanha e não resolveu o problema do crescimento econômico.

Esta cada vez mais claro que a geração de renda é um reflexo de atitudes desenvolvimentistas, oriundas do governo e não pela natureza permanente de um óbolo.

Mas voltando ao nefasto e desumano episódio, profundo conhecefror da alma nordestina, o grande Luís Gonzaga, cantava os versos:


" Uma esmola, seu doutor,

Para um homem que é são

ou lhe mata de vergonha

ou vicia o cidadão"


Outra leitura pode ser feita deste vergonhoso episódio. 

A imensurável falta de credibilidade que este governo tem perante a população. Qualquer boato de botequim de canto de esquina, de botequim cospe-grosso se espalha que nem rastilho de

pólvora.

Das investigações, devem sair respostas às perguntas:

1 - qual a intenção da Caixa em antecipar os pagamentos programados, senão tumultuar o processo?

2 - porque das sucessivas explicações, que se contradiziam e se mostravam inconsistentes?


Meus caros, estamos numa nau sem rumo e sem comando, em qualquer PaÍs do mundo, os responsáveis seriam defenestrados da vida pública, por causar tumultos na boa fé dos miseráveis.

Categoria: COTIDIANO
Escrito por deoqueiroz às 17h32
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ADEUS MEU PAI

A passagem foi serena, como toda a sua vida.


Poderia ter ido na fria madrugada, dentro de uma UTI. Mas nos esperou. 


Esperou para que acompanhássemos o desenlace do seu elevado espirito. 


Saiu da vida terrena para encontrar-se com a sua querida esposa Arlete, cuja presença foi sentida e que nos acompanhava espiritualmente naquele momento.


Foi-se para trilhar novos caminhos aquele nos ensinou os primeiros passos da vida, as primeiras letras.


Foi-se aquele que nos ensinou a viver com honra e com dignidade, praticando a igualdade e a fraternidade.


Meu velho, segue seu caminho em outra dimensão, para assumir novas atribuições compatíveis com a sua elevada espiritualidade, 


Um beijo enternecido, agradecido e saudoso do seu filho.

Escrito por deoqueiroz às 17h20
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14/04/2013


ROTEIRO DO ABANDONO DE SALVADOR

 

Sempre se disse que Salvador é uma cidade de contrastes. A cidade velha com quase 500 anos, a cidade moderna que mostra imponente, para as escarpas dos fundos do corredor da Vitoria, dos contrafortes de Brotas e Horto, além dos aglomerados urbanos espraiados e desprovidos de qualquer senso de urbanismo.

 

São diferencas de estilos e formas construtivos que se harmonizavam e davam um certo encanto à velha capital do Brasil.

 

Neste intervalo secular de tempo, com o crescimento desordenado da cidade, os contrastes e diferenças se mostram mais visualmente poluentes e cada vez mais tiram a beleza daquela que sempre foi a cidade eterna do Brasil.

 

Recentemente fui a Salvador para tratar de assuntos particulares e desci do Stiep até o Mont Serrat.

 

Decepcionante o trajeto...

 

Os contrastes da cidade vão se avolumando ao sair do Stiep, passar pelo Iguatemi, entrar pela Bonocô, cruzar o túnel e sair em Sao Joaquim, Calcada, Mares, Largo de Roma, Boa Viajem e finalmente no Mont Serrat.

 

Torres de edifícios comerciais, no antigo Jóquei, são confrontadas com um casario de paredes sem revestimento, do outro lado da avenida. A imponência do templo da Igreja Universal contrasta com o templo do consumismo do Shopping Iguatemi. Ao passar pela Avenida Bonoco, depara-se com um corredor de casas e prédios desalinhados, mal cuidados e contrastando, os imponentes pilares de um metrô inoperante, alinhados no meio da avenida. A beleza da modernidade tipificada na Arena Fonte Nova contrasta como o fundo do casario oitocentista de Nazaré de paredes enegrecidas e demonstrando um nítido abandono.

 

Após cruzar o Túnel Américo Simas, saímos na antiga Cidade Baixa, acabam-se os contrastes, impera a decadência do tempo, o abandono do poder publico e o desleixo dos proprietários que se mesclam numa aberração visual, comprometendo as belas imagens que tingiram minha mente juvenil das fachadas da Igreja de Sao Joaquim, da Estação Ferroviária da Leste Brasileira e da singularidade arquitetônica da Igreja dos Mares.

 

A partir do antigo cinema Roma, de lembranças dos bang-bang e dos shows de Rauzito e seus Panteras, inicia-se a Avenida Luís Tarquinio, onde se tem a primeira demonstração de um obra social voltada para os trabalhadores, creio que do Brasil. O empreendedor que da nome à avenida construiu imóveis para moradia das famílias dos funcionários da sua tecelagem. A favelizacao tomou conta daqueles blocos de sobrados, do Centro Comunitário e das vilas de casas, com seus acessos individuais.

 

A Boa Viagem e o Mont Serrat complementam a degradação urbana que atingiu toda a Cidade Baixa. Casas de comerciantes portugueses e espanhóis abandonadas e com plantas não ornamentais saindo pelas janelas de vidraças quebradas e portas remendadas, poucas casas ainda se mantém conservadas. Imóveis de amigos de infância, onde brincávamos, se apresentam em estado deplorável.

 

As ruas que achávamos largas e disponíveis para o baba no paralelepípedo estão esburacadas e nos dá a sensação de estreitas. Fico a imaginar como era possível fazer de bobinho os cães pastores da policia que, a chamado dos vizinhos, vinham interromper o nosso futebol. Perdemos muitas bolas para os cães da policia. assim como perdemos na nossa memória as imagens de uma infância e juventude saudável, de famílias que se sentavam nas calcadas, nos fins de tarde domingueira para um cafezinho e bolo e uma prosa alegre.

 

Estas belas e singelas lembranças estão substituídas por imagens enegrecidas pela sujeira, amareladas pela decadencia do tempo, pelo descaso e decrepitude de um bairro onde cresci.

Categoria: COTIDIANO
Escrito por deoqueiroz às 18h19
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08/02/2013


 

SENATUS - REEDIÇÃO VERGONHOSA

 

Fazendo a compilação dos textos escritos no blog, para uma possivel edição do meu novo livro, encontrei este texto escrito em 06/03/2009, que me surpreendeu pela recidiva.

 Voltei a atravessar de barcas, no trajeto Rio - Niteroi - Rio, passando pelas figuras citadas e mais importante ainda o tema continua atual, sem retoques. senão vejamos:

SENATUS

 

Todos os dias ao guardar o carro no estacionamento de Valonguinho, para pegar a barca que me leva ao dia de trabalho no Rio, passo pela estátua representativa de Niemeyer e JK. Cumprimento-os silenciosa e respeitosamente pela admiração do que representaram à minha geração, a visão de futuro, o desprendimento, a inovação, a audácia e outras características que me fariam levar o dia inteiro para discorrer.

Nesta manhã, após ler o noticiário sobre os vergonhosos atos ocorridos no Senado, sentei-me ao lado deles e tentei escrutinar o que estava sendo apresentado, pelo Niemeyer ao JK, num hipotético desenho lavrado em bronze.

Vislumbrei, na lousa fria do bronze, a cuia emborcada que o arquiteto idealizara como a casa dos cidadãos anciãos, daí senatus, que tinha como função assessorar os dirigentes, controlar as finanças públicas e dirigir a política externa, na velha concepção romana.

 

 

 

Passei a pensar comigo se aquela forma fechada não seria para que seus membros, compenetrados nas suas funções, tivessem mais privacidade para discutir os assuntos inerentes aos interesses do Brasil, tal e qual imaginou o idealizador das formas arquitetônicas.

O apito da barca ressoa e ao mesmo tempo, o meu pensamento escapa para a realidade. A cuia emborcada está servindo para o esconderijo de velhacos inescrupulosos, que, apesar de algumas exceções, se aproveitam da forma fechada para enclausurarem suas decisões, encapsulando os desvios do dinheiro público e escondendo a cara suja da vergonha que avilta a nobre tradição dos vetustos cidadãos, homens honrados da velha Roma.

 

Categoria: POLÍTICOS
Escrito por deoqueiroz às 18h06
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Meu perfil

Sou brasileiro, engenheiro e escritor, nascido nas barrancas do São Francisco, criado na Bahia, curtido no Rio e temperado na Argentina.

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